Frio porta afora, ruas vazias,
Noite afora, tarde da noite,
Sono não chega, estou acordada,
Mas isso não me impede de sonhar,
Pensamento vai para longe do corpo,
Fora destas quatro paredes de meu quarto,
A matéria não sai do lugar, cá está,
Mas o espírito está lá, foi para longe,
Os limites seguram a casca,
Mas a essência não os conhece,
Enquanto me encontro aqui dentro,
Meu ser encontra-se fora, longe,
Foi ver a lua, o frio não lhe incomoda,
Admirar as estrelas, distância não lhe é obstáculo,
Não sabe o que é impossível, nem imagina,
Tudo o que ela quer, ela pode, tudo, tudo,
Agora vou dormir, deitar,
Ela retorna, mas inquieta,
Para empreender outra viagem,
Desta vez com a alma, em sonho,
Sonhar é necessario, é viver,
Não podemos matar os sonhos,
Quem esquece os sonhos, não vive,
Pois é que já morreu por dentro.
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